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O INSS negou o BPC do seu filho com TEA?

A negativa administrativa não encerra o assunto. O critério de renda que o INSS aplica não é o único que a Justiça considera, e muita família que foi negada tinha direito.

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Marcos Vinícius, advogado responsável pelo MK Jurídico

Se você reconhece alguma dessas situações, vale conversar

  • O INSS negou olhando só a renda da família, sem descontar o que você gasta com terapias.
  • A perícia durou quinze minutos e não avaliou os impactos reais do TEA no dia a dia.
  • Sua família está dentro do limite de renda, mas o benefício foi negado sem explicação clara.
  • Você não sabia que dá para recorrer na Justiça, nem que existe prazo para isso.
  • Você acredita que a Justiça vai demorar anos e que não conseguiria arcar com um advogado.

Como funciona o processo

  1. Conversa inicial Verificamos o diagnóstico, a renda da família e a negativa do INSS.
  2. Cálculo da renda real Os gastos com terapias e medicamentos são abatidos da renda familiar. Esse cálculo muda o resultado em boa parte dos casos negados.
  3. Ação na Justiça Federal Com pedido de tutela antecipada, para que o benefício comece a ser pago o quanto antes.
  4. Valores retroativos Quando o pedido é concedido, os valores costumam retroagir à data em que você requereu o benefício ao INSS.

Os prazos e resultados variam conforme a documentação e as circunstâncias de cada família. Nenhum resultado é garantido.

Por que muita família acha que não tem direito, e tem

O INSS costuma negar o BPC quando a renda por pessoa da família passa de um quarto do salário mínimo. O que muita gente não sabe é que esse critério não é absoluto.

O STF já reconheceu que a situação de vulnerabilidade pode ser comprovada por outros meios, inclusive pelos gastos extraordinários com saúde. Uma família que gasta de mil a três mil reais por mês em terapias para um filho autista pode ser enquadrada no critério de vulnerabilidade mesmo tendo renda aparentemente acima do limite.

É por isso que uma negativa que parece definitiva na análise do INSS, muitas vezes, não é o fim da história.

Uma pergunta antes de começar

A resposta define o caminho mais rápido para o seu caso.

Você já tem o laudo médico de TEA?

Ótimo. O laudo é a peça central do caso, e com ele em mãos já dá para avaliar a viabilidade na primeira conversa.

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Sem problema. O laudo pode ser obtido, e a gente te orienta sobre onde conseguir na região. Deixe seu contato que retornamos com o caminho.

Documentos que já ajudam na primeira conversa

  • Laudo médico detalhado do TEA. O que pesa não é só o diagnóstico, mas a descrição das limitações no dia a dia.
  • Carta de indeferimento do INSS. Ou o extrato do Meu INSS com o resultado.
  • Comprovantes de renda de todos da casa. Contracheque, extrato ou declaração de renda informal.
  • Recibos de terapias e medicamentos. São eles que sustentam o cálculo da renda real.
  • CadÚnico atualizado. Exigência formal: sem ele o pedido fica prejudicado.
  • Certidão de nascimento e comprovante de residência.

Dúvidas que toda família tem

E se eu gastar com advogado e não ganhar?

A forma de pagamento é definida junto com você na avaliação do caso, considerando a realidade da sua família. Nada é contratado antes de você entender as condições.

Vai demorar anos?

O pedido de tutela antecipada busca antecipar o início do pagamento, sem esperar o fim do processo. Os prazos variam conforme a vara e a documentação.

Minha renda está acima do limite. Não adianta, né?

Adianta sim, e esse é justamente o ponto. Os gastos com terapias entram no cálculo, e o STF admite comprovar a vulnerabilidade por outros meios além da renda bruta. Vale conversar antes de desistir.

Já tentei pelo INSS e negaram de novo.

A via administrativa tem limite. É na Justiça que os argumentos sobre renda líquida e impactos funcionais do TEA são efetivamente analisados.

Conte o que aconteceu. A avaliação é sem compromisso.

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